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A força do perdão



Há muito tempo acredito existir uma forte relação entre o perdão e uma vida extraordinária.

E acredito que a relação está em ter de volta o controle de como nos sentimos ao nos livrarmos de mágoas antigas e lembranças tristes.

Além disso, como forte seguidora de várias linhas espiritualistas, sempre ouvi um importante ensinamento do mestre Jesus. Em Mateus 18:21-22, "Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: "Senhor, quantas vezes deverei perdoar a meu irmão quando ele pecar contra mim? Até sete vezes?" Jesus respondeu: "Eu digo a você: Não até sete, mas até setenta vezes sete."

Lindo na teoria, mas na prática...

Então, por onde começar?

Pensei que, obviamente, deveria começar por quem havia me feito algo que tivesse me aborrecido. E eu estava disposta a localizar na memória diversas dessas pessoas e perdoá-las - através da meditação do Ho'oponopono (leia mais sobre o Ho’oponopono em um outro post aqui), oração do perdão, rituais de perdão, enfim, de todas as formas que eu conhecia.

Meu objetivo era perdoar para, finalmente, me sentir bem.

Mas entrar em contato com muitas dessas memórias não me fazia nada bem. Todas as vezes que eu me lembrava de situações que haviam me deixado triste, com raiva, aborrecida ou deprimida eu voltava a me sentir exatamente da mesma forma.

E o perdão não vinha, muito pelo contrário! Quando eu finalmente me conscientizava de como estava pensando, eu já havia desejado mal à outra pessoa, xingado e permitido que minha vibração despencasse.

Descobertas

Fiz, então, uma importante descoberta: memórias podem ter uma força enorme sobre nós. Através delas não apenas recordamos o que aconteceu, mas voltamos a sentir os mesmos sentimentos, muitas vezes de forma potencializada.

Além disso, descobri que recordar não apenas fazia com que eu tivesse sentimentos de baixa vibração a quem me havia feito algo, mas também fazia com que eu me sentisse mal em relação a mim mesma. Eu pensava: "Ah, eu sou assim, eu sou desse outro jeito, é claro que isso ia acontecer comigo". Ou "isso sempre acontece comigo". Ou pior, "as pessoas sempre fazem isso comigo e vão continuar fazendo para sempre".

E aí fiz a minha mais importante descoberta.

Descobri que me lembrar de quem eu precisava perdoar e o que essas pessoas haviam feito fazia com que outras das minhas memórias fossem "liberadas". Memórias que não tinham nada a ver com o que havia acontecido, mas com a forma que eu havia me sentido e de como eu me percebia e valorizava a mim mesma.

Por fim, eu me sentia mal pelo o que haviam feito, mas me sentia péssima por eu ser como eu era - alguém que acreditava, mesmo que muito pouco, que havia "merecido" ter sido tratada como havia sido.

O perdão é a forma final do amor.

Rheinhold Niebuhr

Descobri que perdoar as pessoas que me haviam feito algum mal significava trabalha o perdão em mim mesma. Como praticante do Ho’oponopono, o livro de Joe Vitale Limite Zero abriu um caminho para que eu entendesse o processo pelo o qual eu deveria passar.

E o processo era simples, mas difícil ao mesmo tempo, pois toda transformação exige persistência, confiança e dedicação e nem sempre estamos dispostos a nos dedicar mais do que duas semanas em algo que não nos dá um resultado imediato.

E o perdão não é um processo imediato.

Ao longo de uma década de busca, fiz esta e mais algumas descobertas sobre ele que gostaria de compartilhar com vocês:

1. O perdão não acontece de um dia para o outro.

Parece que já ouvimos isso antes, mas estamos sempre na expectativa de que o perdão aconteça automaticamente enquanto purificamos uma memória, por exemplo, mas descobri que não é bem assim que ele acontece.

Principalmente quando se trata de perdoar alguém com quem convivemos durante muito tempo, ou quando o que aconteceu foi muito forte, parece que sempre há algo a ser lembrado para ser perdoado e o processo pode demorar mais tempo do que gostaríamos.

Mas aprendi que o exercício da purificação é que deve ser automático. Isso significa que, quando alguma lembrança dolorosa retorna, automaticamente, faço a meditação do Ho’oponopono ou a prece do perdão.

E faço isso repetidamente, sempre que a lembrança aparece.

2. O perdão é mais libertador do que eu imaginava.

Aprendi que as pessoas fazem as mais diversas coisas e o que elas fazem tem a ver com elas mesmas, e não comigo (ou com você). E a forma como eu me sentia com o que elas faziam tinha a ver também com minhas memórias e não apenas com o que essas pessoas haviam feito.

Portanto, perdoa-las tinha um significado muito maior, pois consistia em purificar uma memória antiga e começar a me sentir melhor não apenas com a pessoa que havia me feito algo, mas também comigo mesma.

Perdoar outras pessoas trouxe um resultado inesperado na minha vida: eu passei a me sentir mais confiante e mais segura em relação à pessoa que eu estava me transformando.

3. O perdão exige uma mudança na nossa forma de pensar .

Perdoar significa entender que todos nós somos merecedores do melhor, pois somos todos filhos de uma única Fonte.

Todos nós carregamos a centelha divina e podemos seguir um caminho de luz e amor. Quando não escolhemos esse caminho, vivenciamos situações que trazem sentimentos de baixa vibração: angústia, medo, raiva, inveja, ciúmes...

A lista é grande e muito facilmente entramos nela. E por isso mudar a nossa forma de pensar é essencial.

“Orar e vigiar”, é uma importante orientação para que possamos nos manter alertas e possamos purificar o que já nos aconteceu e mudar o que pode nos acontecer no futuro.

E perdoar não é sermos permissivos com o que o outro nos faz ou permitir que os outros continuem a nos fazer mal, mas se libertar do que nos fizeram.

4. O perdão e o Ho'oponopono

Aprendi através do Ho’oponopono que perdoar também é nos libertar daquilo que temos em nós mesmos que permitiu que o outro fizesse o que fez conosco.

Portanto, não é sermos permissivos com quem nos faz mal, mas justamente o contrário: perdoar significa nos fortalecer, purificar e nos libertar dessas pessoas, de seus atos e, finalmente, das nossas memórias que entraram em sintonia com o que aconteceu. A partir daí, purificamos essas memórias e o que aconteceu antes deixa de acontecer em nossas vidas.

E como eu disse antes, perdoar exige persistência, pois ele não chega de um dia para o outro. Precisamos de dedicação porque o esforço é nosso. Não podemos esperar que o outro nos peça desculpas ou reconheça o que fez, pois isso raramente acontece.

Precisamos também nos lembrar que o que o outro fez tem a ver com ele, mas também tem a ver com o que temos em nós mesmos e que entrou em sintonia com o que o outro tem dentro dele. Portanto, o esforço da limpeza é nosso para que não mais entremos em sintonia com isto.

Por fim, precisamos ter confiança. Tudo que fazemos em nossas vidas deve ser carregado de confiança. Confiança em nós mesmos, em nossa força divina e de que não estamos jamais sozinhos. Seremos sempre amparados, orientados e guiados.

Perdoar é possível e podemos começar hoje mesmo, dando um passo de cada vez.

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