O que é o Ho’oponopono e por que ele deve entrar na minha vida?



Resumidamente, o Ho’oponopono é um método de cura e resolução de problemas que foi criado pelos povos polinésios que passaram a habitar o local que hoje conhecemos como Havaí.

Entretanto, o Ho’oponopono é muito mais do que isso. É a forma que esses antigos povos encontraram de explicar a conexão que eles entendiam existir entre todos os seres vivos do planeta.

Quando começaram a praticá-lo, as pessoas de uma tribo se reuniam e, com a ajuda de um xamã, conversavam exaustivamente até resolverem um problema que houvesse surgido. A ideia de rede acontecia então dessa forma: todos juntos, discutindo e debatendo até que todos estivessem de acordo e o problema fosse resolvido.

Mas o Ho’oponopono evoluiu e em um determinado momento a compreensão do que significava essa rede foi alterada. A partir de Morrnah Simeoa, xamã e hoje considerada um Tesouro Vivo pelo povo havaiano, o Ho’oponopono passou a ser chamado de Ho’oponopono Identidade Própria e o entendimento de rede passou a ser interno.

Isso significa que não havia mais a necessidade dos integrantes de uma tribo de se reunirem para discutirem os problemas ocorridos. A resolução dos problemas passava a ser “interpessoal”. Ou seja, como estamos todos conectados, se há um problema do qual estou ciente, tenho participação nele. Preciso, assim, agir. Mas minha ação não mais envolve outras pessoas. Minha ação é individual e ela ocorre internamente.

Essa ação foi ensinada por Morrnah a algumas pessoas e uma delas é o conhecido Dr. Hew Len.

Dr. Len tornou-se famoso através do livro Limite Zero, onde ele, através da narrativa do escritor americano Joe Vitale, explica como curou uma ala de pacientes psquiátricos no Havaí sem nunca ter se encontrado com eles, apenas através do Ho’oponopono Identidade Própria.

E o que Dr. Len fez para curar seus pacientes? Ele se sentava em seu consultório com as fichas de cada um deles e meditava as 4 frases do Ho’oponopono:

Eu sinto muito, me perdoe, eu te amo, sou grato.

Ho’oponopono Identidade Própria


Dr. Len, em seu treinamento de Ho’oponopono Practitioner, explica o seguinte: se entramos em contato com um problema, somos também responsáveis por ele.

Isso significa que, mesmo que pareça que não temos qualquer responsabilidade por um roubo realizado na esquina de nossa casa, por exemplo, se ficamos cientes do que ocorreu, também somos responsáveis pelo ocorrido.

Como?

Através das memórias que compartilhamos. Memórias que estão guardadas em nosso subsconsciente (para o Ho’oponopono Unihipili ou criança interior) e que se manifestam através das situações que vivenciamos ou entramos em contato para que sejam purificadas ..

Irei explicar melhor sobre as partes que consistem o nosso Eu em um próximo post. Por enquanto, é importante entendermos que o Ho’oponopono continua considerando que todos nós fazemos parte de uma grande rede. E o que nos conecta uns aos outros são essas memórias que fazem com que nós, não apenas tenhamos problemas com outras pessoas próximas a nós, mas também fiquemos cientes de problemas distantes, em lugares onde nunca estivemos e com pessoas que jamais conhecemos pessoalmente.

Não estou gostando disso...

Assumir que problemas com a política brasileira ou a violência contra mulher tem a ver conosco pode parecer assustador e nada interessante. Você pode pensar, “talvez seja melhor esquecer o Ho’oponopono e partir para algo que não me responsabilize por questões tão graves”.

Entretanto, o Ho’oponopono guarda a verdadeira chave de mudança para as nossas vidas, pois propõe que somos nós os principais agentes de transformação. E, no caso, não apenas das nossas vidas, mas também do mundo, pois quando purificamos memórias, purificamos também as memórias que compartilhamos com outras pessoas.

E é por isso que o Ho’oponopono deve entrar na sua vida. Cada um de nós passa a ter o poder de mudar o que está acontecendo conosco e também o que está acontecendo com outra pessoa, pois a mudança que ocorre em nós irá refletir nas nossas relações, nas nossas amizades, na confiança que temos em nós mesmos e nas memórias que compartilhamos com essas outras pessoas. E quando cada um de nós fizer sua parte e se transformar o mesmo irá ocorrer com as outras pessoas ao nosso redor e, por fim, em todo o mundo.

E como fazemos isso?

O Ho’oponopono Identidade Própria propõe que a forma de mudarmos uma situação que não nos agrada é através da purificação das memórias que compartilhamos. E a purificação ocorre exatamente como era realizada pelo Dr. Len: através da meditação das 4 frases, “eu sinto muito, me perdoe, eu te amo, sou grata”.

Essas frases são ditas para uma parte de nós mesmos. Essa parte, chamada de Divindade, é a nossa “centelha divina”, aquilo que nos conecta não ao mundo material, mas ao mundo espiritual e à Fonte Criadora de tudo que hoje existe.

Acreditar no Ho’oponopono é, portanto, acreditar que existe um Criador de tudo e que todos temos acesso a Ele. O nome dado não importa, pois, discutir sobre nomes tira o nosso foco naquilo que realmente importa: há um Criador e Ele está em mim, em você e em tudo que existe.

Aí está a grande rede de conexão que o ancestrais polinésios já percebiam entre os seres e tudo que existe no Planeta. E a única forma de voltarmos para essa conexão onde nada mais importa, apenas o Amor e a Luz que existem nessa Fonte, é limpando as memórias geradas no mundo material.

E que memórias são essas? São lembranças de todas as situações que já vivenciamos associadas às emoções que cada uma delas gerou em nós. Algumas estão latentes e são fáceis de serem lembradas, outras estão muito escondidas e não temos ideia que estão em nosso subconsciente.

E essas memórias são as nossas, mas também são as de outras pessoas, são memórias deixadas por nossos antepassados, memórias que estão impregnadas em objetos, em construções e na natureza. Por que alguns conflitos se tornam recorrentes em algumas áreas? Porque as memórias estão ali, se manifestando, “pedindo” para que sejam purificadas. O mesmo ocorre com situações que estamos constantemente vivenciando. Como não purificamos nossas memórias, elas continuam a se manifestar para que possamos, em algum momento, agir e realizar essa mudança.

Mas então podemos questionar: e as pessoas que nem conhecem o Ho’oponopono e conseguem mudar suas vidas?

É importante que entendamos que as memórias que não foram purificadas continuarão a se manifestar mas, provavelmente, de uma forma diferente.

Vamos imaginar uma situação: talvez eu tenha um problema com meu peso e consiga, finalmente, emagrecer. Mas em seguida tenho uma grave discussão com alguém da família e deixamos de nos falar. Finalmente faço as pazes com meu parente, mas desenvolvo uma forte dor nas costas que me imobiliza por alguns dias. Eu resolvo a dor nas costas, mas as vendas do meu produto sofrem uma queda e fico, por um período, sem dinheiro. Finalmente consigo ter dinheiro, mas o encanamento da minha casa tem um problema que me deixa sem água por alguns dias... e assim sucessivamente.

As memórias estão se manifestando, de uma forma ou de outra. E não se enganem. Como elas são compartilhadas por toda a humanidade, todos nós temos problemas. Estes podem ser diferentes em sua natureza, sua origem e seu tamanho, mas ocorrem sucessivamente com todos nós, sem distinção de gênero, raça, país de origem, descendência, conta bancária etc., etc.

Além disso, podemos ter uma vida maravilhosa, mas situações de violência, de miséria e fome continuam acontecendo no mundo. E se estamos cientes disso e não purificamos, não estamos agindo para mudar isso como poderíamos. Afinal, para o Ho'oponopono não é apenas a nossa vida que muda com a purificação de memórias, mas a vida de todos com os quais as compartilhamos.

Então, o que podemos sempre fazer?

Purificar, purificar, purificar, purificar.

Aloha!!

Eu sinto muito. Me perdoe. Eu te amo. Sou grata.


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