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A quem pedimos perdão no Ho`oponopono?

Atualizado: 28 de Fev de 2019



Um dos maiores ensinamentos de Cristo é sobre o perdão. E o que significa perdoar para o Ho'oponopono? A quem devo pedir perdão? A mim mesmo? À Divindade? E se não me lembro das minhas memórias que estão gerando uma situação, por que devo pedir perdão? De acordo com O grande livro do Ho'oponopono, temos dificuldade de pedir perdão porque, normalmente, achamos que nós é que devemos perdoar os outros pelo que eles nos fizeram. Os outros são considerados como culpados, e o que fazemos é julgá-los. Mas, então, os autores fazem o seguinte questionamento: "Contudo, como você pode julgar os outros se eles não passam de um reflexo de si mesmo? Julgar os outros é julgar a si próprio." Portanto, realizar o pedido de perdão é um ato de humildade que nossa mente consciente realiza para auxiliar na purificação de nossas memórias. Mas seria o pedido de perdão para a Divindade? É importante lembrar que podemos pedir perdão à Divindade (ou o nome que desejarmos) por nossas memórias ou por nossos atos, mas já somos, como Filhos Amados, perdoados. Santo Agostinho afirma em seu livro Confissões: "Confesso que TUDO me foi perdoado: o mal que de livre vontade cometi e o que não pratiquei graças à vossa ajuda." Então, se já somos perdoados, a quem pedimos perdão? Pedimos perdão a nós mesmos. Pedimos perdão a nós mesmos porque, para o Ho'oponopono, não existe nada ou ninguém que nos faça mal - são apenas nossas memórias que estão sendo revividas para que possamos purificá-las. Quando pedimos perdão a nós mesmos, pedimos perdão por nossa ignorância, por nosso desconhecimento e até descaso. Se não agimos através da nossa mente consciente na purificação de nossas memórias, nossa criança interior, a mente subconsciente, mantém todas essas memórias armazenadas, o que é doloroso para ela e, consequentemente, para nós. Quando alguém nos fere, ainda assim pedimos perdão a nós mesmos, porque são as nossas memórias armazenadas na criança interior que estão gerando a situação de dor que o outro está nos causando. Isso não significa, porém, que devemos ser permissivos.

Estabelecer limites permite que criemos novas memórias de amor próprio, de confiança e segurança que gerarão benefícios para o nosso Eu futuro. Portanto, a purificação de memórias permitirá que a situação se modifique no presente, e a nossa ação no presente irá gerar frutos para o nosso futuro. Assim, o perdão pode vir, então, através do não ressentimento, de não desejarmos mal e de um desejo verdadeiro de que a pessoa fique bem e seja feliz. Além disso, pode vir com o nosso sentimento de amor se expandido até a pessoa, mesmo que não tenhamos mais contato com ela. Quando fazemos isso, estamos expandindo o nosso amor por nós mesmos, purificando as memórias compartilhadas e criando memórias novas mais amorosas, felizes e gentis. O perdão não é uma ação simples e fácil, mas devemos sempre tentar praticá-lo como um elemento de cura nas nossas vidas.

Muita luz, sempre!

Aloha!


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