Imprevistos e mudanças - como o Ho`oponopono pode nos ajudar a não perder a cabeça nas mudanças


Desde que criei a página Ho`oponopono Anjos tenho tentado manter o controle de tudo o que acontece ao redor dela: redes, emails, contatos, materiais disponíveis no site e planejamento de postagens e vídeos.


Entretanto, é claro que o Ho`oponopono Anjos não tem mais o mesmo tamanho que tinha quando comecei. Há quase 5 anos, ele se resumia a uma página no Facebook onde eu postava quando eu tinha vontade. As cartas ainda não existiam e nem mesmo um conteúdo organizado. Naquela época eu tinha outro emprego e o Ho`oponopono era uma espécie de válvula de escape.


Hoje, a história é diferente e os compromissos também. O Ho`oponopono Anjos se tornou minha única função (além de todas as outras que nós, mulheres, normalmente acumulamos) e os compromissos possuem um peso muito maior. Portanto, buscar honrar os compromissos tem sido algo que tenho me esforçado para fazer, mas confesso que, desde que me mudei para Moçambique tenho enfrentado dificuldades que fogem totalmente do meu controle.


Quando eu morava em Belo Horizonte, não havia, por exemplo, desculpas por não conseguir acessar a internet. Se eu não tivesse internet em casa eu poderia ir a algum lugar com wi-fi gratuito e trabalhar de lá. Os espaços compartilhados estavam crescendo e, com eles, a disponibilidade de uma internet rápida. Aqui, quando não há internet, não há internet para todos. E ponto final.


Além disso, em Belo Horizonte, morando em uma capital, as visitas eram poucas e planejadas. Aqui, como moro em um condomínio onde as pessoas se conhecem e estão, muitas vezes, à toa em casa, é comum receber visitas que não foram planejadas. A pessoa está passando na porta da sua casa e resolve bater para conversar. E você está em casa e, mesmo que tenha compromisso, acaba se envolvendo com o assunto, com a conversa, com a visita e, pronto, o tempo passa e não há mais o que fazer.


Lidar com essas situações foi, assim que cheguei aqui, um pouco estressante. Como assumir compromissos quando não tenho certeza de que vou poder honrá-los?


Hoje, por exemplo, eu havia assumido o compromisso de realizar um encontro com vocês e com a minha professora de ioga, mas precisei desmarcar porque um outro compromisso com a escola dos meus filhos surgiu no meio da semana. Então, para não mais perder a minha cabeça com essas situações, resolvi que eu precisava encontrar uma forma de lidar com essas situações. E aqui compartilho a lista do que tenho feito. Comentem o que acharam dela e compartilhem, caso ela ajude vocês nesses momentos também.



1. Respirar fundo.


Parece uma bobagem, mas respirar fundo me ajuda a voltar a minha atenção para o momento presente. Percebi que não adianta criar histórias na minha cabeça sobre o que vai acontecer, o que vão pensar, como vai ser. O mais importante é estar no agora e partir para a segunda fase:


2. Quais escolhas eu tenho?


Há algum tempo atrás as perguntas que eu fazia eram: por que eu? Por que isso tinha que acontecer comigo? Por que o mundo é tão injusto?

Entretanto, após anos de limpeza de memórias eu fiz a escolha de não estar mais no papel de vítima do mundo e sim, no papel de co-criadora da minha realidade. Portanto, mesmo quando tudo parece que não está dando certo, a pergunta: Quais as escolhas tenho? me coloca em um lugar de poder e ação. Essa pergunta me devolve o controle da minha vida, pois não se trata mais do que está acontecendo, mas do que posso fazer com o que está acontecendo. E esse fazer pode ser muito simples, como, por exemplo, esperar a internet voltar.


3. Agir.


Após me perguntar "Quais escolhas tenho?" e ouvir as minhas respostas eu ajo de acordo com elas.

Isso parece bobo, mas muitas pessoas ficam tão paralisadas pelo o que está acontecendo do lado de fora, pelos imprevistos e situações que fogem do controle que, mesmo sabendo o que precisa ser feito, não o fazem. Os motivos podem ser vários, mas é sempre importante não permitir que qualquer desculpa que venha na nossa cabeça (como, por exemplo, "isso não foi cupa minha") seja motivo para você não fazermos o que ainda pode ser feito diante de um imprevisto.

Temos que aprender que não é porque não é nossa "culpa" por algo ter acontecido que não somos responsáveis pelo o que ainda podemos fazer.

Essa é, na minha opinião, a principal diferença entre quem ainda se coloca no papel de vítima do mundo e de quem assume a criação de sua vida: não há busca por culpados, mas busca por responsabilidades que podemos assumir.



E como o Ho`oponopono entra nessa história?


Ele entra assim que uma situação inesperada ocorre. Após o choque ou surpresa, uma sugestão é agirmos em seguida dizendo/pensando: "Eu purifico em mim as memórias que estão se manifestando agora através dessa situação." Nesse momento, podemos fazer uso da ferramenta que desejarmos, como gota de orvalho e podemos repeti-la ou imaginá-la (se você conhece poucas ferramentas, saiba mais sobre elas acessando aqui).



Chuva Leve é uma ferramenta que pode ser utilizada em qualquer situação

Também podemos usar uma ferramenta do Ho`oponopono quando nos fizermos a pergunta: "Quais escolhas eu tenho?" . Para isso, podemos sentar, respirar fundo e dizer/pensar: "Divino Criador, eu, minha Criança Interior e meu Aumakua pedimos que as memórias que estejam me impedindo de saber quais as escolhas tenho diante da situação XXX (cite a situação) sejam purificadas e transmutadas em LUZ PURA. Permita que as minhas escolhas sejam apresentadas para que eu possa agir conforme a Inspiração. Está feito. Assim é!"


Novamente use uma ou duas ferramentas de sua preferência ou relacionadas ao assunto que você deseja purificar.


A partir daí, podemos agir conforme a resposta que obtivermos.


Evitar imprevistos e surpresas é algo impossível em nossas vidas. Entretanto, sempre podemos escolher como vamos enfrentar cada uma das situações que surgirem: com raiva e desconforto ou com consciência e sabedoria? Vamos sempre fazer uma escolha e sair do lugar de vítima. Vamos sempre fazer uma escolha e assumir o lugar que temos de criadores de nossas próprias vidas.


Um dia de muita luz!


Aloha!






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