O que um monge budista me ensinou...


Há alguns anos assisti a uma palestra do monge brasileiro Gen Kelsang Togden em Belo Horizonte.

Na sua palestra Togden contou um pouco de sua história e da sua busca incessante por paz e felicidade.

Ele disse que, apesar de bem sucedido profissionalmente, ele não se sentia feliz. Ele buscava por felicidade e jamais havia encontrado fórmula alguma que lhe entregasse o que desejava.

Até que um dia ele assistiu a uma palestra de um monge budista. Na palestra o monge garantiu que 30 minutos de meditação diária faria qualquer pessoa mais feliz após 3 semanas.


Togden disse que nunca em sua vida alguém havia lhe garantido que alguma atividade pudesse trazer felicidade. Muito menos em um tempo tão curto. Ele, então, resolveu experimentar meditar por 20 minutos.

Todos os dias ele acordava mais cedo, corria um pouco para acordar e meditava por 20 minutos.

E o resultado o surpreendeu. Ele começou a se sentir mais feliz a partir da 2ª semana de meditação!


A partir daí, ele seguiu sua jornada até se tornar um monge. E fez várias outras descobertas a respeito da felicidade.

Segundo ele, criamos em nossas mentes situações que nos trazem desconforto e infelicidade, pois colocamos o motivo para a nossa felicidade em fatores externos a nós: o resultado de um jogo do nosso time, o sentimento de outro por mim, uma roupa, um carro, minha beleza ou juventude...

Estes são todos fatores externos que – sabemos muito bem – não trazem felicidade. Caso assim fosse, estrelas de Hollywood seriam todas muito felizes, e percebemos que não é bem assim.


Portanto, não podemos dar para aquilo que está fora do nosso controle, o controle da nossa felicidade.

Mas não é somente isso. Também não podemos nos apegar às satisfações de nossos próprios desejos como a fórmula para nos mantermos felizes. Isso não é felicidade.

Mas então, o que é felicidade?

Para Togden, felicidade é um estado mental que depende, unicamente, de um controle mental.


O que nos gera desconforto ou desagrado não é uma pessoa ou situação, mas o que pensamos daquela pessoa ou situação. Assim, a pessoa pode ser amiga para muitos e inimiga para tantos outros. E o que a diferencia entre esses dois grupos? Provavelmente nada, apenas como os outros a percebem e o que pensam sobre ela.

2º Buda, a motivação/intenção é o fator mais determinante para o resultado de uma ação.


Há um poder muito grande em toda intenção pura. E a meditação nos auxilia, pois ela nos inspira a desenvolver o nosso potencial positivo. O que significa que cultivamos um coração melhor e nos posicionamos do lado da solução e não do problema.

Togden fez a seguinte pergunta: as suas designações estão produzindo felicidade? A sua maneira de ver uma situação está lhe fazendo feliz? Se não, mude de ideia (simples assim). Deve haver uma forma mais altruísta e positiva de se ver algo. Enquanto não mudamos a mente e o que ela está designando, não saímos do ciclo do sofrimento.

Enquanto não tivermos a capacidade de escolha, não temos liberdade. E sem liberdade, não podemos ser felizes.


Para o monge brasileiro é aí que a meditação entra. Ela nos auxilia a termos mais consciência e capacidade de escolha. Isso acontece porque a meditação: 1. Nos familiariza com a virtude. 2. Nos ensina a relação que existe entre o nosso bem estar interior e a percepção positiva que podemos ter do mundo.

E para finalizar, ele nos ensina: Como podemos ajudar os outros? Praticando a paz interior e influenciando o outro pelo nosso comportamento. Ou seja, devemos ensinar os outros através dos nossos exemplos amorosos. E jamais devemos aceitar uma vida definida pela ignorância.


Para Togden, toda a felicidade do mundo está na prática de apreciarmos os outros, pois isso gera sentimentos positivos. Apreciar é o mesmo que dar valor ao outro, valorizar o outro. E essa valorização não passa pela relação que temos com o outro. Ela apenas existe porque entendemos que o nosso próprio valor. Se eu me reconheço como um ser que merece ser apreciado, eu faço o mesmo pelos outros.

E que assim seja, sempre!

Muita luz!

Aloha!

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