Um presente que a quarentena me deu


Durante a quarentena nível 1 na África do Sul, tudo estava fechado com exceção de supermercados (mas não todas as seções) e farmácias (mas também não eram todas as seções).


Eu ainda ia ao supermercado, mas meus filhos ficaram o tempo todo em casa e apenas saíam quando fazíamos nossa caminhada ao redor da fazenda aonde moramos.


Em uma dessas caminhadas encontramos essa pedra, exatamente como está na foto. Foi uma pedra tão significativa naquele momento que apenas tirei a foto - não tive coragem de mexer nela, pois eu queria apenas guardar essa imagem como uma mensagem da Mãe Terra: vai ficar tudo bem.


Sei que nem todos vivenciaram ou estão vivenciando a pandemia da mesma forma que eu. Para muitos, não houve mensagem que tirasse a dor do que foi mudado ou perdido. Mas, no meu caso, eu me senti realmente amparada por essa terra. Estou morando com os meus dois filhos aqui desde fevereiro. Quem viria nos visitar ficou impedido e agora já está chegando a hora de ir embora.

Em um ano de tantas tristezas, posso dizer que o meu foi de total descoberta.

Descobri uma terra nova que me deu uma força que eu desconfiava que tinha, mas que ainda não havia acessado. Descobri que ficar completamente sozinha pode ser bom para curar feridas, purificar memórias e descobrir novas formas de ser eu mesma.

E que não há nada perfeito nesse mundo, mas sempre podemos fazer escolhas que mudam o caminho da nossa história - portanto, nada está destinado na vida. Tudo é resultado do que vamos escolhendo, momento a momento.


E meu desejo para hoje é compartilhar essa pedra com todos vocês. Depois que os meninos voltaram para a escola, não voltamos mais para o lugar onde a encontramos. Mas gosto de pensar que ela ainda está lá, declarando o amor da Terra para cada um de nós. E se fecharmos os olhos e nos conectarmos a ela com o coração, conseguimos ouvi-la pulsando: te amo, te amo, te amo...


Muita luz!

Aloha!



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